sábado, 12 de janeiro de 2013

A Existência sob o Pecado

Rousseau é lembrado por dizer que "O homem nasce livre, mas por todo o canto se encontra a ferros". Prefiro Agostinho que nos lembra que "antes de cair o homem podia pecar, depois da queda não pode deixar de pecar, mas na eternidade - não poderá pecar".

Nossa existência não se processa fora do pecado. Nascemos nele, o servimos vida afora e, por fim, morremos nele. Tudo o que tem sido oferecido como subterfúgio para negá-lo ou vencê-lo têm quedado nulo. É fato: existimos sob o pecado e não conhecemos outra vida senão a de pecadores. O queremos? Quase nunca, mas a vezes sim. 

Quase nunca significa que não queremos o pecado, apenas o suportamos por causa de sua influência sobre nossa natureza.

As vezes significa que não nos importamos tanto com sua natureza quanto com sua incidência contínua.

Precisamos de uma solução para ele.